Search for content, post, videos
Por uma sociedade menos politizada e com mais empatia

Por uma sociedade menos politizada e com mais empatia

Acho que o ano de 2016, e acredito que isso não seja só para mim, se mostrou um ano de transformações em diversos aspectos individuais e sociais. E um dos aspectos que ganhou uma nova perspectiva foi um maior envolvimento da população com assuntos políticos.

Venho tentando me informar e entender mais do que acontece na minha cidade, no meu estado e, obviamente, no meu país para que seja possível entender como as decisões tomadas em Brasília afetarão a minha vida e de todos os outros que estão ao meu redor.

Talvez por estar consumindo mais assuntos, que antes os considerava chatos, posso estar mais atento a discussões e polêmicas que alimentam as redes sociais em especial o Facebook.

Como todas as pessoas ou boa parte delas, tenho meus ideais e, sempre que possível, os levo para discussões que possam ocorrer de formas saudáveis, sem que seja necessário gritar, ofender ou passar nervoso. Por mais estranho que isso possa aparecer, ainda é possível ter uma conversa muito produtiva sobre política mesmo tendo opiniões contrárias.

O que vale mais: uma sociedade mais politizada ou humana?

Até porque, antes de qualquer coisa, acho muito válido um maior envolvimento da população com assuntos como política e economia. Independente dos ideais defendidos, uma sociedade mais envolvida com assuntos políticos e econômicos podem cobrar de forma mais efetiva as promessas feitas pelos políticos eleitos. Dessa forma só há uma ganhadora em tudo isso: a própria sociedade.

Mas esse texto não é para falar de política. Não é para falar do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff , das eleições dos futuros prefeitos, para alguns frustrantes, João Dória em São Paulo e Marcelo Crivella no Rio de Janeiro ou da recente eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos à partir de 2017.

Quero falar sobre empatia. Já comentei em um texto, há muito tempo, que estamos passando do ponto da falta de respeito com o próximo e, essa falta de empatia, está trazendo enormes prejuízos que prejudicam e muito qualquer tipo de desenvolvimento social.

Porém, acredito que você esteja se perguntando: “E o que falta de empatia tem haver com assuntos político ou econômicos?”.

E realmente não tem nada haver. Mas acredito que seja necessário darmos um, dois ou até três passos para trás para refletir se é mais importante cobrar políticos e entender de economia ou não ignorar que pessoas passam fome ou frio aí mesmo na sua rua, bairro ou cidade. Se devemos ser uma sociedade mais politizada ou ignorar as violências diárias que diversas pessoas sofrem no dia-a-dia.

Não vejo vantagens em uma sociedade que consegue cobrar os políticos, mas trata seus próprios integrantes com a mesma crueldade de um político que rouba merenda de crianças no ensino fundamental ou que recebe cheques milionários de empresas lobistas para tomar decisões que favoreçam as empresas em detrimento da sociedade que, em teoria, deveria ser sua prioridade.

No meu ponto de vista deixamos muitas decisões nas mãos desses que elegemos e as decisões que cabem a nós, para evoluirmos como sociedade, deixas para segundo ou até um terceiro plano. Nos transformamos em grupo de pessoas acomodado frente a miséria, fome, violência e tantos outros problemas que nós mesmos poderíamos resolver ou, pelo menos, tentar dar um passo em direção a solução.

E, antes que pensem, me incluo nesse meio. Também sou acomodado, mesmo tendo uma pequena iniciativa para tentar melhorar algo que esteja ao meu alcance, me apoio nas adversidades e problemas que eu mesmo crio para continuar no conforto e comodismo que o meu sofá se tornou, em frente a TV da minha sala.

Por isso, sem hesitar, troco uma sociedade totalmente politizada por uma sociedade mais humana.