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2015: Um ano sem título

2015: Um ano sem título

Uma breve reflexão sobre 2015, um ano sem título. Recomendo escutar a música First do Cold War Kids para leitura.

Anos passam. Anos vem.

Qual a novidade?

Coisas acontecem. Boas e ruins.

O ano termina e outro ano começa. Tudo de novo.

A vida, basicamente, pode ser uma eterna repetição de atividades, trabalhos, estudos, pessoas, animais, lugares e etc.. Encaremos a realidade, por mais que mudemos de trabalho, casa, país ou continente sempre vamos nos deparar com os mesmos tipos de coisas que encontramos a cada ano. O que, realmente, muda é a forma com que escolhemos lidar com algumas coisas.

E fim. É isso. Aceitemos que nossas vidas são medíocres, sem graça e nada originais e deixem que os dias passem, que as semanas se completem, que os meses se tornem bimestres, que por osmose os trimestres virem semestres e que ao dobrarem completem a dúzia de meses necessária para que mais um ano de coisas boas e ruins se complete. De repetições. E esperemos que mais um ano comece.

 

Mas a vida não é assim. Ainda bem.

Talvez seja, mas gostamos de nos enganar, encontrar coisas que acreditemos serem especiais e que acabem valendo a pena acordar todos os dias, correr atrás e pensar no quanto nossas vidas se tornaram menos ruins quando esses objetivos, ou sonhos, forem alcançados.

E quer saber? Elas valem. Cada plano, cada prece – caso você seja religioso –, cada momento que foi difícil levantar e seguir frente, mas que no fim do dia a sensação de ter dado mais um passo em direção ao, tão sonhado, objetivo é maravilhosa. Essa sensação meus amigos, essa sensação, é sua.

Não há força no universo que possa tirar de você. Você conseguiu, você está no caminho de algo maior. Ninguém irá apontar o dedo para você e ter a pachorra de te convencer do contrário.

Nada é em vão quando se faz com sinceridade. Nada será esquecido quando nos entregamos para fazer, talvez não da melhor forma possível, mas da melhor forma que conseguimos no momento. E isso é o que realmente importa.

É muito inocência acreditar que a vida será um eterno conta de fadas. Mas é tão bom, não? Todos nós acreditamos em contos, cada um a sua maneira, cada um do seu jeito, mas todos nós acreditamos. É o que nos move diariamente em busca de uma vida melhor.

Óbvio que nada será perfeito, simples ou fácil. Mas o perfeito é chato. O simples cansa. E o fácil enjoa.

Por isso que diariamente escrevemos nossos contos e o mais legal ou desesperador é que não temos a menor ideia de como eles possam terminar.

Pela primeira vez nos meus vinte e oito anos de existência a virada de ano vai além de uma noite que seja para festejar, beber ou rir. Ela servirá para, além de tudo, um momento em que eu possa fechar os olhos, respirar o fundo e tomar o fôlego necessário para recomeçar meu conto.

Não porque que o primeiro deu errado ou foi ruim, porque ele terminou. Talvez porque que eu tenha falhado? Sim. Essa possibilidade nunca poderá ser descartada.

Mas guardarei e lembrarei, desse primeiro conto, de uma forma legal e gostosa, de um jeito que sempre estará comigo, em um lugar especial rodeado de carinho e felicidade. E sempre que precisar vou consulta-lo, afinal é para isso que servem as boas passagens que temos ao longo de nossa vida, para serem consultadas em momento de dúvidas, tristezas e incertezas.

Conversando com um pessoa muito especial e querida, ela me contava o significado de suas tatuagens. Sentados em frente uma janela, um tímido sol – daqueles que antecedem chuva – iluminava seu rosto enquanto ela me contava os significados das asas marcadas, para sempre, em suas costas.

As asas em minhas costas servem para me lembrar que não importa onde eu esteja ou as dificuldades que eu passe, sempre poderei voar, porque eu sou livre.

Talvez você, como eu, não tenha sido sábio o suficiente para marcar nossas costas com esse belo lembrete. Mas que saber? Todos nós temos essas asas, que nos permitem ir para onde e como quisermos.

Logo não precisamos nos prender em situações que não nos permitam atingir a felicidade, só precisamos ter a coragem de seguir em frente e recomeçar quantas vezes forem necessárias.

Sabe por que?

Anos passam. Anos vem.
Qual a novidade?

Coisas acontecem. Boas e ruins.

O ano termina e outro ano começa. Tudo de novo.

Mas talvez surja alguma coisa, de onde menos se espera, perto ou longe, talvez do mesmo signo, que valha a pena começar de novo. E assim o jogo segue.

E, se me permitem fazer um pedido para 2016, não esqueçam suas asas. Nunca.

Um Feliz 2016 para todos vocês.