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The Killing: A graça de uma descoberta

The Killing: A graça de uma descoberta

The Killing me proporcionou duas coisas que há tempos não aconteciam. A primeira é que finalmente, na minha opinião, encontrei uma série criminal que não seja uma sequência de crimes resolvidos com pouca profundidade, situação muito comum em séries como Criminal Minds  CSI e Law & Order  E a segunda pode ser dividida em duas partes: no primeiro momento fiquei contente com o fato de ser uma boa descoberta. É uma série que não conhecia e me foi indicado por meu amigo Sérgio (@sergio008). Ele comentou que havia assistido alguns episódio no Netflix (olha o Netflix de novo aí) de uma série policial intrigante e com uma fotografia muito bonita. Comecei a assistir sem nenhuma pretensão, afinal no meu círculo de amizades pessoal e online ainda não haviam sido gerados comentários do tipo: “Cara, é muito bom. Você precisa ver” ou “Nossa, é uma porcaria. Nem perca seu tempo.”. A série tem uma boa produção, uma fotografia linda e um enredo muito bem desenvolvido. O segundo momento é um final de primeira temporada que, como dizem, explodiu a minha cabeça. Fui obrigado a ver 3 episódios em sequência quando a série estava perto do fim de tão bom que o suspense estava e, desse modo, não era possível deixar para ver outro dia. Eu precisava saber o que ia acontecer. E o fim, em especial a última cena do último episódio, foi incrível. Até fiquei pensando que se estivesse acompanhando a série em tempo real e tivesse que esperar a volta da segunda temporada, esse período seria infernal.

E esse tipo de sensação, essa vontade de querer continuar assistindo é muito complicado de se encontrar. Para ser sincero a única série que vinha deixando essa sensação de querer saber o que ia acontecer no episódio seguinte, até então, era Breaking Bad. The Killing, no meu ponto de vista, não chega a rivalizar com a série de Walter White, mas os últimos episódios chegaram perto do nível dramático de Breaking Bad. Para que fiquei mais claro que se trata a série, aqui vai a sinopse:

Situada em Seattle, Washington, a série segue a investigação sobre o assassinato da adolescente Rosie Larsen, com cada episódio, cobrindo aproximadamente 1 dia. A primeira temporada cobre as duas primeiras semanas da investigação e tem três histórias principais: a investigação policial sobre o assassinato de Rosie, as tentativas de sua família de lidar com a dor da perda de Rosie e uma campanha política que se torna envolvida no caso.

 

 

O Ritmo

A série teve um ritmo diferente, geralmente elas começam tranquilas e vão aumentando as informações e conforme o enredo vai te levando para o centro da trama o suspense vai aumentando e dessa forma a sua ansiedade também, mas em The Killing isso foi um pouco diferente. Os primeiros episódios são uma apresentação básica do personagens e, lógico, do assassinato da Rose Larsen. Boa parte de todos os personagens que são apresentados tem participação ativa por toda a primeira temporada. São eles: Sarah Linden (Mireille Enos), Stephen Holder (Joel Kinnaman), Stanley Larsen (Brent Sexton), Mitch Larsen (Michelle Forbes), Darren Richmond (Billy Campbell), Michael Oakes (Garry Chalk) e Bennet Ahmed (Brandon Jay McLaren). Os demais personagens vão sendo apresentados conforme a trama se desenrola. Acredito ter mencionado os que mais aparecem no decorrer das primeira temporada.

Mas ao assistir os primeiro episódios chega-se a pensar que o assassinato será resolvido de cara e ai temos a primeira virada da história. Depois disso a série tem um ritmo bem tranquilo, que não se torna chato, irritante ou chega a parecer enrolação, apresentando os fatos e outros personagens que podem parecer descartáveis mas que podem ter vital importância para o desenrolar da trama.

Durante alguns episódios parece que o ritmo foi definido e será o mesmo até o fim, mas é aí que temos mais uma reviravolta na história que muda completamente a dinâmica da história. São mudanças de perspectivas para a solução do crime que nos fazem entender que o essa levada mais calma foi adotada para que pudéssemos assimilar todos os fatos apresentados e perceber pequenos que podem ser cruciais para acompanhar e, porque não, criarmos nossas próprias teorias e quem sabe descobrir o assassino antes de Linden e Holder. E mesmo acompanhando minuciosamente os episódios o final da primeira temporada é de explodir a cabeça, como dizem por aí nesse mundo virtual.

Em nenhum momento senti que episódios foram colocados para “encher linguiça”. Achei a sequência bem coesa não deixando buracos ou perguntas sem respostas, mesmo que fossem respondidas em outro momento. mas para não ser apenas elogios, houve um episódio que na minha opinião quebrou um pouco o ritmo da série. O episódio em questão coloca a vida pessoal de Linden e Holder em evidência. Um episódio muito bom, quem sabe um dos melhores da temporada mas para o momento da investigação, na minha opinião, ele ficou um pouco perdido. Foram colocadas novas informações que já poderiam ter sido inseridas no meio da série, onde o ritmo era mais calmo e, dessa forma, elas poderiam ser melhores assimiladas. O episódio em si não chega a ser uma falha, mas acho que poderia ter sido em outro momento.

 

 

Personagens que destaco

Sarah Linden é uma detetive do estilo workaholics. Vive o caso que está trabalhando e deixa sua vida pessoal, principalmente seu filho Jack, sem segundo plano. Leva documentos e fotos para casa, sempre grudada no telefone para saber todas as informações que precisa e dessa forma se entregando completamente e em muitos momentos esquecendo que também que tem um noivado com Rick que está em outra cidade preparando a nova casa e o casamento deles.

Stephen Holder veio do departamento de Narcóticos logo no primeiro episódio, a ideia seria que ele substituísse Linden, já que ela iria se mudar para casar com Rick. Holder tem um estilo irresponsável e não transmite muita confiança logo de cara por causa suas atitudes que em alguns casos não são nada profissionais. Acredito que seu personagem não teria tanto destaque, comparando os primeiro episódios com os último, mas as belas atuações foram fazendo com que ele ganhasse espaço na série.

Stanley Larsen é o pai da garota assassinada. Trabalha dia e noite para sustentar sua família, mas entra em choque com o acontecido e com isso precisa recorrer a pessoas do seu passado para poder pagar as contas de casa. Passado esse que  o próprio Stanley busca deixar pra trás, já ele mesmo não se orgulha das coisas que fez.

Darren Richmond vereador que apoia diversos programas sociais e sempre busca o melhor para o seu povo. Está concorrendo ao cargo de prefeito. O candidato perfeito para uma cidade que precisa de esperança. Será? Essa questão será e muito levantada durante os episódios.

Jamie Wright é o assessor de Darren. Esse cara não tem limites para jogar e ganhar, ainda mais por conhecer e muito bem o mundo da política. Fiel a Darren pensa todas as maneiras possíveis para que ele possa ganhar a eleição que disputa. Depois de Holder que é interpretado por KinnamanEric Landin ator que interpreta Jamie, na minha opinião o segunda atuação mais destacada da série, ganhando mais relevância após a metade da primeira temporada.

 

Por isso recomendo The Killing

Particularmente gosto de séries que me façam pensar e que sejam bem produzidas, The Killing tem essas duas características e por isso recomendo que vocês assistam. É uma série que te prende do início ao fim, onde as situações mais importantes da série não são óbvias e, em alguns casos, causam até um surpresa daquelas que não eram esperadas. E o gancho que foi deixado para a segunda temporada é muito bom e animador.

Para deixar claro ainda não vi a 2ª temporada, começarei nos próximos dias e espero que ela continue no mesmo nível para que não seja decepcionante.

Lá na gringa a série está no fim da 3ª temporada e aqui no Brasil ela acabou de ser lançada pelo Netflix, ou seja, são no mínimo 36 episódios (13 por temporada) para você poder aproveitar uma boa série. Recomendo e espero que vocês também gostem.

 

Trailer as próximas temporadas

2ª Temporada

 

3ª Temporada

  • Fred Kling

    O que eu curti muito do The Killing é como a primeira temporada conversa com a segunda. São como espelhos invertidos nas situações que abordam.

    • Cara, confesso que fiquei um pouco decepcionado com o final da série. A 3ª temporada, na minha opinião, teve um início ruim mas depois se acertou e serviu como um belo gancho para a 4ª.

      Mas, em geral, a 4ª temporada foi bem fraca.