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“Robô Gigante” um anime cheio de clichês

“Robô Gigante” um anime cheio de clichês

Giant Robo ou Robô Gigante, disponível no Netflix, é mais um história que envolvem dois assuntos que são comuns em histórias de animes: grandes robôs lutadores e o destino da humanidade atrelado à esses robôs. Mas antes de entrarmos diretamente na crítica sobre o anime, vamos conhecer um pouco mais sobre sua história.

 

O início é em 1966

Tudo começou, em 1966, quando o Mitsuteru Yokoyama criou o mangá Giant Robo. Em 1967 a adaptação para a TV ficou na responsabilidade da produtora Toei Company. O nome da produção, no Japão, foi mantido. Já na terra do Tio Sam a produção foi batizada de Johnny Sokko and his Flying Robot, traduzindo para português, seria algo do tipo: “Johnny Sokko e seu Robô Voador”.

Bastante tempo depois foram criadas duas séries de anime, uma nos anos 90 e outra em 2007 para comemorar o aniversário de 40 anos da história.

Independente da época a história conta a relação do GR1, o Deus do Aço ou Esfinge Gigante de Aço, e seu controlador Kazuma Daisaku. Em cada versão lançada podemos perceber pequenas mudanças de enredo, para que se adequem melhor ao contexto da época.

No anos 60, por exemplo, a Unicorn, uma organização secreta responsável pela defesa da Terra, lutava contra a Big Fire (BF).

A BF sequestrou um cientista e o obrigou a desenvolver um robô gigante para que pudesse invadir e tomar o controle do Japão. O cientista, por sua vez, encontra em Daisaku a esperança para defesa do Japão e do planeta, passando para ele o controle do robô.

Na próximo lançamento nos, anos 90, a Unicorn não existe mais. Agora a humanidade está em busca de novas formas de energia, já que o petróleo está chegando ao fim. Dessa vez Daisaku é o nome do robô gigante e quem o controla é a personagem Ginrei. Recrutados pela Organização Internacional de Polícia eles lideram a luta contra a BF para manter a paz no mundo.

Já em 2007 foram criados 13 episódios para comemorar os 40 anos da franquia e são desses episódios que iremos falar.

 

Sinopse

Nos anos 2000 enormes máquinas de aço, com o nome de “Robô Gigante (Giant Robo)”, surgem misteriosamente pelo mundo causando destruição e gerando pânico mundial. A terra estava coberta de medo. E seu próximo alvo é o Japão!

O herói desta animação, Daisaku Kusama, que trabalha em uma loja de mergulho, encontra misteriosamente uma garota chamada V. Que o guia até as ruínas Hattusha na ilha de Yonaguni, em Okinawa para fazer um pacto com o GR1, o Deus do Aço, e assim se tornar o seu controlador.

Após se aliar a Unisom, uma organização sob o comando da ONU, ele luta contra a GRO que é formado por mercenários que desejam criar uma nova era de caos.

Veja o trailer:

 

O anime

Giant Robo abusa dos clichês, dos animes, e apresenta uma grande falha na tentativa de criar um drama que te fisgue desde o primeiro episódio. A tentativa de implantar reviravoltas durante os episódios, acaba deixando tudo muito confuso e um pouco desinteressante.

A quantidade de informações que são jogadas durante todos os episódios, em alguns momentos, dá a impressão que não existe um roteiro a ser seguido. Essa sensação vai diminuindo lá para o quinto ou sexto episódio, mas veja bem, não é que cria-se uma ordem para as informações, elas apenas parecem estar menos jogadas.

Talvez exista essa sensação porque a própria humanidade, no anime, ainda não entendeu qual a finalidade da existência desses robôs. A única certeza é que a GRO, os vilões, desenvolveu um modo de controlá-los e dessa forma espalhar o pânico pelo mundo.

Daisaku Kusama, o protagonista, é o clichê do herói. Além de fazer o papel de “o escolhido”, é a pessoa que se sacrifica pelo outros, que acredita na inocência das pessoas e acaba, com sua força de vontade, transformando todos a seu redor.

Robôs gigantes, um escolhido, o destino da humanidade. Parece que essa é uma receita básica para a criação de um anime.

Todos os outros personagens do anime também pertencem a clássicos esteriótipos. A Major Mackenzie que se passa por durona quando na verdade é sentimental e acaba assumindo o papel de tutora – e outras coisas mais – de Daisaku, o Sargento Texas que assume o papel do personagem do time dos “bonzinhos” que tem pinta de vilão e o Major Oates que apenas se preocupa com o resultado das missões.

Do lado da GRO, os vilões, podemos destacar V que cria laços inexplicáveis com o Daisaku já no primeiro episódio. Sinceramente é aquele personagem que te dá um pouco de sono e não desperta nenhum interesse. Coronel Hodges o responsável por liderar os mercenários da GRO, mas que possuí um motivo obscuro, e muito previsível, para fazer parte desse time de mercernários. E, por último, Maria Vovnich repórter da BFN, canal que transmite os acontecimentos envolvendo os robôs, que tem algum destaque, não por ter alguma importância para a história, mas sim por aparecer muito dando informações sobre surgimento e lutas dos robôs.

Dentro dessas tentativas de causas surpresa que o anime possui, apenas duas realmente foram interessantes e causaram aquele “WOW!”. A primeira foi o envolvimento, sentimental, de Mackenzie com Daisaku. A segunda, já mais para os últimos episódios, é a verdade sobre nascimento de V e sua utilidade para a GRO.

As lutas entre os robôs também não são impactantes, na realidade, são até um pouco previsíveis com jogos de cenas muito similares aos que já vimos em outros animes.

O traço do anime me lembrou muito Medabots e até alguns personagens parecem e muito fisicamente.

Ao meu ver se você quer ver um anime que te prenda do começo ao fim, essa opção não é Robô Gigante. Agora se você já viu tudo o que tinha para ver, já viu todos os outros animes, séries e filmes do Netflix, se está chovendo lá fora ou muito frio ele pode servir de passatempo. Ele não te causa aquela sensação de “quero ver novamente” que eu tive, por exemplo, quando terminei de ver a primeira temporada de Knigths of Sidonia.