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Inferno, com Tom Hanks, não é genial mas vale o ingresso

Inferno, com Tom Hanks, não é genial mas vale o ingresso

Não seria exagero afirmar que o personagem Robert Langdon, vivido por Tom Hanks em “Código da Vinci” (2006), “Anjos e Demônios” (2009) e agora em “Inferno”, é o personagem com maior destaque do ator nos últimos 10 anos. Houve um lampejo de esperança, na volta de boas atuações, em “Capitão Phillips”, mas ficou pelo caminho.

O talento de Tom Hanks é inegável e acredito que viver o genial Professor Langdon não seja um desafio. O personagem, um clichê na forma caracterizar gênios, não propões grandes desafios ao ator à não ser nas cenas de ação e correria características desde o primeiro filme.

“Inferno” segue a linha dos primeiros filmes que mesmo estando longe de serem geniais, assim como Langdon é resolvendo seus casos, são bons filmes que entretém do começo ao fim e acabam valendo a ida ao cinema.

Se em “Código Da Vinci” as cenas de ação serviam como contraponto paras os momentos de reflexão para solução dos enigmas, em “Inferno” foi exatamente o contrário. Langdon precisou se mostrar um belo maratonista desde as primeiras cenas do filme e ter um raciocínio muito mais ágil que o costume durante os poucos minutos que teve para resolver as charadas que encontrou pela frente.

A atuação de Tom Hanks é sólida. Talvez por já estarmos familiarizados com o personagem, fica a impressão que o ator sabe exatamente o que precisa fazer para não se complicar e acaba entregando um trabalho com qualidade.

Felicity Jones conseguiu fazer um belo par com Hanks, a atriz nos momentos que precisou conseguiu ser convincente e dar solidez a personalidade da Dra. Sienna Brooks. A atriz tem presença e preenche a tela com facilidade, cheia de expressões marcantes e de uma encantadora beleza, o filme abusou de closes em seu rosto, olhos e sardas para valorizar ainda mais a personagem.

Se por um lado Tom Hanks e Felicity Jones cumpriram suas obrigações, na minha opinião o talento de Omar Sy não foi bem explorado. Omar que já mostrou o que pode ser marcante como sua atuação em “Intocáveis” (2011), mas ficou limitado em um personagem que além de clichê, deixou a impressão de ser irrelevante para o enredo do filme.

No geral, “Inferno” é um filme justo. Consegue criar seus momentos de tensão, permite um rápido envolvimento com os personagens e ainda deixa uma reflexão para fazermos sobre a nossa relação com o planeta Terra.

Nota: 6 Stars (6 / 10)

 

Trailer e pôster do filme

Poster Inferno

Poster Inferno