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Guerra Civil: de que lado você está?

Guerra Civil: de que lado você está?

Quando obras literárias vão para o cinema, sejam elas livros ou quadrinhos, geralmente é esperado que o livro/quadrinho tenha sido lido pelo espectador antes do lançamento do filme. Mas, essa “regra” vem sendo deixada de lado e no meu caso isso aconteceu com quase todos filmes de herói e com a história da Guerra Civil, não foi diferente.

O filme “Capitão América: Guerra Civil”, lançado em abril desse ano, conta o começo do conflito entre Capitão América (Chris Evans) e o Home-de-Ferro (Robert Downey Jr.), após uma divergência entre os dois sobre a regulamentação ou não dos heróis, frente ao governo dos EUA.

Antes de entrarmos na resenha. Não gosto de resenhas que entreguem a história, por conta disso não entrarei em detalhes da história para não afetar a sua leitura do quadrinho, tudo bem?

O quadrinho escrito por Mark Millar e ilustrado por Steve McNiven consegue de uma forma brilhante permitir que todos os heróis tenham seu espaço, alguns mais que outros obviamente, sem que seja feita uma salada maluca de falas, cores e caras.

 

 

Se no filme há um punhado de heróis que podem caber em uma mão, no quadrinho podemos encontrar facilmente mais que 50, 60 e até 70 heróis. Mas os pilares da história são a dupla Capitão América e Homem-de-Ferro obviamente, Dr. Richards do Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, Pantera Negra e ainda há heróis que mudam de time.

Millar soube arquitetar um grande conflito em que ninguém estava totalmente correto. Apesar de estamparem a capa do encadernado, Steve Rogers e Tony Stark não são os únicos líderes desse conflito, Dr. Richards e Falcão também exercem lideranças cada um a seu modo.

Outro ponto muito interessante da história é a vitória a qualquer custo. Talvez, esse seja o real motivo pelo qual um desacordo entre as partes tenha virado uma guerra de verdade. Tanto Stark como Rogers não se limitam ao jogo limpo para provar o seu ponto e ganhar a batalha.

Stark inclusive mostra que seu lado “mauricinho egoísta” não foi deixado totalmente de lado, quando coloca sua arma secreta em jogo. Não ficando muito atrás, o ímpeto de um soldado atrás da vitória faz com que Rogers deixe os ideais que tanto defende de lado, ao fazer alianças no mínimo questionáveis.

Assim como vimos no filme, o Homem-Aranha é o ponto de desequilíbrio em toda a história. A aproximação de Stark no novo filme de Peter Parker, faz muito sentido depois de ler o quadrinho.

 

Time Capitão América vs Time Homem-de-Ferro

Time Capitão América vs Time Homem-de-Ferro

 

Com valores e ideais colocados de lado, as batalhas na guerra são incríveis. De repente, no meio de toda a confusão, é jogado em nossa cara um jogo de espiões com ataques e contra-ataques nos dois times. Situações que te pegam desprevenido, mas que ao folhear a revista enquanto escrevo esse post, vejo que elas foram anunciadas ao longo da história.

A guerra chega ao fim na mesma velocidade que a realidade recai sobre os envolvidos. Apesar de resolver a história Millar conseguiu deixar os nervos tão a flor da pele, que o desejo é que ela continue por qualquer motivo que seja razoável.

Mas, como disse mais acima, o brilhantismo de Millar na condução da história é impecável. Ele consegue inserir personagens relevantes para história, de uma forma tão natural fazendo com que pensemos que o novato, sempre esteve por ali.

Pode parecer que estou puxando muita sardinha para o lado de Millar, mas McNiven não fica atrás. Com ilustrações maravilhosas o canadense criou cenas incríveis e cheias de dinâmica, páginas duplas dignas de emoldurar e colocar na parede. E ainda trouxe referências de cenas clássica, como os rápidos movimentos do Homem-Aranha enquanto luta.

Recomendo demais a leitura, principalmente se você já assistiu o filme “Capitão América: Guerra Civil”.

Nota: 10 Stars (10 / 10)

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