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Faltou muita coisa em a Bruxa de Blair, principalmente terror

Faltou muita coisa em a Bruxa de Blair, principalmente terror

Filmes de terror. Nunca me animei para ver filmes desse gênero por aquilo que ouvia de quem assistia: membros cortados, assassinos com as mais diversas armas, espíritos, bruxas, lugares amaldiçoados e por aí vai. Afinal para que ver filmes onde o objetivo é ficar aterrorizado ou tomar sustos? Simplesmente não entendo essa vontade, um tanto quanto, masoquista.

Talvez, posso fazer parte do grupo dos medrosos? Talvez. Mas, acredito, que o mais próximo que cheguei de um filme de terror foi “Possuídos” (1998) com Denzel Washington ou “Stigmata” (1999) que passou no SBT.

Então, após deixar claro, que não sou um apreciador do seguimento e que não vi os primeiros filmes da série, minha opinião sobre “Bruxa de Blair” será totalmente baseada por aquilo que vi na sala de cinema e ignorando completamente qualquer fato ou referência aos filmes anteriores que possam dar uma visão melhorada para a produção lançada neste ano.

Me preparei, mentalmente, para todos os momentos aterrorizantes e sustos que aconteceriam. Estava tenso. Era a minha primeira vez vendo um filme, publicamente categorizado, de terror e já no cinema. Seria, no mínimo, um pouco constrangedor um marmanjo com seus quase 30 anos sair do cinema por estar com “medinho”.

E o filme começou, continuou e terminou. Simplesmente nada aconteceu. Não houveram sustos ou momentos de tensão. Nada. Para ser sincero em alguns momentos, quase peguei o celular para ver o que acontecia na minha timeline do Twitter.

“Bruxa de Blair” falha e muito no desenvolvimento da história. A tentativa de nos envolver com a história, é baseada totalmente no uso da câmera em primeira pessoa, fazendo com que o enredo do filme acabasse ficando em segundo plano.

Esqueceram que “Bruxa de Blair” é um filme de terror.

O filme não possui em enredo linear, sendo assim conforme a história se desenvolve são jogadas pequenas informações que serão úteis para, já no fim, conseguirmos amarrar todos os pontos e entender tudo aquilo que aconteceu e dessa forma causar a sensação: “Eita porr*! F*da para C*aralho esse filme”. Mas essas dicas são muito espaçadas e acabam ficando a margem da falta de conexões com o resto dos fatos existentes no filme.

Desconheço como foram nos outros filmes da série, porém algo que jogou muito contra foi a falta de empatia com os personagens. Não houve tempo ou algum ponto emocional o forte o suficiente para que nos colocássemos em seus lugares e fosse justificável torcer, mesmo sabendo que de nada adiantaria, para que eles conseguissem escapar de todos os perrengues que estavam passando.

Ao contrário do que possa parecer, “Bruxa de Blair” não é um filme burro. Os acontecimentos são orquestrados, ligados por uma fina linha que não consegue deixar claro o caminho que deve ser seguido para acompanhar o raciocínio proposto. E ainda há o agravante que, diferentemente de “A Origem” (2010) por exemplo, não é um filme para se refletir na saída do cinema e sim para impressionar enquanto ainda estamos na cadeira do cinema.

Apesar de todos os defeitos se “Bruxa de Blair” cumprisse o seu papel e fosse um filme onde existissem momentos de terror o suficiente para impressionar que foi assistir, com certeza esses pontos negativos seriam deixados de lado.

Fico imaginando a frustração de quem gosta do gênero e foi ao cinema com grandes expectativas, afinal este que vos escreve imaginou coisas muito piores que aconteceu na tela do cinema.