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Kubo e as Cordas Mágicas encanta, mas não impressiona

Kubo e as Cordas Mágicas encanta, mas não impressiona

Demorei um pouco para assistir “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016), “Kubo and The Two Strings” título original em inglês, o trabalho mais recente do estúdio Laika. Muito elogiada pela qualidade do stop motion, característica marcante do estúdio, a animação encanta, mas não impressiona.

A beleza da animação é de se tirar o chapéu. Dos personagens aos ambientes, é impressionante o nível de detalhamento que o estúdio conseguiu atingir. A carga emocional que é transmitida através das expressões dos personagens mostra, sem sombra de dúvidas, a capacidade técnica do estúdio.

A beleza dos cenários é outro ponto incrível. Vilarejos, penhascos, cavernas, florestas e qualquer ambiente existente na animação, nos transportam para um universo tão belo que, como dito na narração no começo do filme, se piscarmos podemos perder pontos importantes da história.

Mais um ponto positivo da animação: homenagem a cultura japonesa. Não sou grande entendedor, mas é possível perceber o cuidado que foi tomando com as roupas, arquitetura, símbolos e folclores nipônicos expostos na animação.

 

A qualidade técnica do estúdio Laika, é o ponto mais forte da animação

A qualidade técnica do estúdio Laika, é o ponto mais forte da animação

 

O filme se desenvolve em cima da relação entre os personagens e, dessa forma, criando um vínculo com quem assiste. Seja o relacionamento mãe e filho, Macaca e Kubo, Samurai e Kubo ou Macaca, Samuri e Kubo, conseguimos de enxergar nossas relações do dia-a-dia na animação e, dessa forma, criamos laços com todos personagens.

Regado de momentos cômicos, “Kubo e as Cordas Mágicas” concentra as piadas e lições de moral no trio principal (Kubo, Macaca e Samurai), usando-as de pilares para o desenvolvimento do protagonista e dar relevância para a dupla que assume sua guarda durante sua aventura.

Se por um lado há envolvimento, uma belíssima animação e personagens cativantes, o roteiro deixa um pouco a desejar. Com soluções simples e nada surpreendentes, o filme se torna previsível e até um pouco decepcionante quando decide deixar de explorar novas possibilidades em alguns conflitos durante a animação.

Mesmo entendendo que a animação é voltada para o público infantil, temos alguns exemplos de animações que conseguem agradar e que trazem uma boa reflexão para adultos e crianças. “Wall-E”, a sequência de “Toy Story”, “Monstros S.A”, “Meu Malvado Favorito” e “Procurando Nemo” são alguns títulos que podemos citar.

E mesmo levando em consideração toda a capacidade técnica do filme, sua beleza incomparável, imagino qual seria o resultado dessa animação se houvesse um pouco mais ousadia no desenvolvimento do roteiro.

Por isso reafirmo. “Kubo e as Cordas Mágicas” encanta, mas não impressiona.

Nota: 6 Stars (6 / 10)

 

 

Pôster do filme

Pôster do filme