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A Incrível história de Adaline é um bom filme para um dia de chuva

A Incrível história de Adaline é um bom filme para um dia de chuva

Não vivemos para sempre. Isso é um fato. Não é possível de ser contestado. Como dizem por aí: “Se há uma certeza em nossas vidas, é que um dia morreremos”.

Mas convenhamos se houvesse uma chance, um breve flerte com a imortalidade, seria a perdição de muitos. A possibilidade de realizar sonhos e ter a sua disposição uma quantidade de tempo infinita, confessemos, é tentador.

Mas há um ponto, muito importante, nessa fantasia toda, que é deixado de lado. A beleza da imortalidade, esbarra na tristeza da solidão. Afinal, um dom como a imortalidade, não pode ser comum, precisa ser único. Imaginem uma vida, longa, solitária, tendo em mente que sua única certeza será ver toda pessoa amada morrer.

Nesse contexto conhecemos Adaline – interpretada por Blake Lively -, uma linda mulher, com seus 107 anos de vida. Após um acidente de carro, quando ainda era jovem, uma sequência de coincidências transformou o organismo de Adaline. Coincidências que possuem uma justificativa científica, que será descoberta em um futuro não tão próximo, mas que serve de resposta para o telespectador mais crítico. Após o fatídico dia, a bela moça, teria como castigo passar o resto de sua vida aparentando ter 29 anos.

Mas essa foi apenas a primeira mudança em sua vida. Para mostrar a penitência de uma vida sem fim, a personagem é obrigada a mudar de identidade e endereço constantemente. É perseguida por autoridades e, o pior de tudo, é obrigada a se afastar de sua única filha. Afinal, como explicar para a sociedade, que a filha envelheceu mais rapidamente que a mãe?

Durante o filme, o presente é constantemente sobreposto pelo passado, justificando a construção de uma personagem que, após um século de vida, é sólida, experiente e segura de si. Afinal, após um século de vida, ela já deve ter passado pelas mais diversas situações, dessa forma deixando ela preparada para quase tudo na vida.

 

A Incrível história de Adaline

A Incrível história de Adaline

 

Na segunda metade do filme entra em cena Ellis, interpretado por Michael Huisman, que inicia um jogo de conquista para cima da misteriosa centenária. O desenvolvimento da relação, apesar de clichê e muito comum em comédias românticas, se encaixa perfeitamente para a situação proporcionada pelo enredo do filme, já que Adaline está cansada de sempre estar fugindo e precisando se reinventar de tempo em tempos.

Outros dois personagens conseguem dar valor para o filme. Flemming, a filha de Adaline, é interpretada por Ellen Burstyn, é muito convincente em sua relação com Blake, mostrando que apesar de mais velha, ainda se comporta como filha perto da mãe mais nova. Enquanto Willian, interpretado por Harrison Ford, consegue mostrar o pesado fardo que é imortalidade, quando alguém está diretamente relacionado ao passado da protagonista.

A Incrível História de Adaline, é covarde. Faltou coragem para Lee Toland Krieger, diretor do filme, não usar o clichê como solução para o fim do filme. Apesar disso, é um filme para ser visto em dia de chuva, embaixo de cobertas, com uma companhia romântica ou guloseimas.

 

Assista do trailer do filme

 

A Incrível história de Adaline

A Incrível história de Adaline