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Cake – Uma razão para viver tenta mostrar o outro lado de um suicídio

Cake – Uma razão para viver tenta mostrar o outro lado de um suicídio

Suicídio.

Nunca passei por essa situação na minha família, amigos ou conhecidos, mas acredito que seja horrível.

Acredito que não existam muitas situações que se equiparem a uma pessoa tirar a própria vida.

Mas e depois? Como ficam as pessoas que precisam lidar com a situação diretamente? Como essas pessoas são afetadas? Como continuar seguindo a vida?

São essas perguntas que Cake: Uma razão para viver tenta responder ao apresentar dura e complicada história de vida da personagem Clair Bennett, interpretada brilhantemente por Jennifer Aniston, que foi duramente afetada pelo suicídio de Nina (Anna Hendrick).

Aliás ver Jennifer Aniston na TV e não lembrar de Rachel é complicado. E se o reconhecimento não fica pela personagem do seriado Friends, automaticamente lembramos das diversas comédias românticas que a atriz fez parte.

A tentativa de desvincular a atriz dessas produções “água com açúcar” e do seriado acabam afetando sua aparência. A falta de maquiagem e as cicatrizes pelo rosto exibem o lado cru da atriz, mostrando que ela consegue ir muito além das produções comerciais.

É possível afirmar que Jennifer leva o filme nas costas, ela consegue mostrar todo o desespero psicológico e físico vivido pela personagem.

As limitações físicas são percebidas em todos os movimentos da personagem, em alguns senti vontade de me levantar do sofá e ir ajuda-la a descer uma escada ou se acomodar em uma cadeira. O olhar perdido durante boa parte do filme mostra a sua falta de vontade para viver. Me surpreende ela não ter sido, ao menos, indicada para o prêmio de melhor atriz.

Cake é tão sútil que você nem percebe o tempo passar.

O resto do elenco serve de suporte para a excelente atuação. A começar pela empregada Silvana, interpretada por Adriana Barraza, que durante o filme serve de fiel escudeira nas peripécias Clair. A doce empregada não consegue desapegar e largar sua patroa para que ela morra, solitária e vagarosamente em suas pequenas doses de auto-sabotagem diárias.

Sam Worthington pouco aparece, mas serve para justificar o desenvolvimento da personagem, sendo para para dolorosas e sinceras reflexões sobre como continuar a vida e como foram afetados pelo suicídio de Nina.

Apesar de sincero Cake – Uma Razão Para Viver não decola, fica aquele pensament, durante todo o filme, de “agora vai”.

É tanta fluidez e dinâmica que nem se percebe o tempo passando, a sensação de algo estar faltando é tanta que apesar do fim servir como um ponto final para história, não me surpreenderia se aquela cena fosse estopim de um tornado de emoções e reviravoltas na vida de Claire.

Jennifer Aniston sabe que essa foi a melhor chance que teve, até hoje, para levar a estatueta do Oscar para casa e afirmou ser a atriz mais esnobada pela academia em uma entrevista com Ellen DeGeneres.

Uma pena porque essa atuação foi digna de estatueta e ouso dizer que Cate Blanchett não se destacou tanto em Blue Jasmine como Jennifer em Cake – Uma Razão para viver.

 

Assista o trailer do filme

 

 

Cake - Uma Razão Para Viver

Cake – Uma Razão Para Viver