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Animais Fantásticos e Onde Habitam é um bom primeiro passo

Animais Fantásticos e Onde Habitam é um bom primeiro passo

Quando uma série de filmes, como Harry Potter, chega ao fim depois de 11 anos, não é fácil para os fãs. Foram anos crescendo, aprendendo e descobrindo coisas sobre a vida junto com os protagonistas Harry, Ron e Hermione. Personagens que se transformaram em amigos e nunca é fácil deixar amigos para trás. Animais Fantásticos e Onde Habitam chega com a missão de continuar o universo do menino que sobreviveu e, principalmente, cativar da mesma forma que Harry e seus amigos.

Talvez essa seja o maior desafio de Eddie Redmayne, que interpreta Newt Scamander, e da própria J.K. Rowling. Afinal apesar de estarem no mesmo universo e obviamente conectados, são histórias em momentos diferentes, obrigando a nova produção criar o seu próprio espaço, mas sendo tão cativante quantos os outros 8 filmes.

E essa necessidade de diferenciar as produções pode ser uma grande decepção para quem esperava rever Harry e sua turma na tela do cinema. Logo de cara somos transportados para a cidade em Nova Iorque na década de 1920, muito tempo antes de Potter, em sociedade com outros costumes, organizações e tecnologias.

As décadas que separam os filmes servem como base para diferenciar essa nova e desconhecida parte do universo mágico já existente. Rowling conseguiu elaborar novos jeitos de nos apresentar a magia – que já nos é familiar – sem abusar de recursos usados em filmes anteriores e ainda assim deixando interessante para quem estivesse tendo o seu primeiro contato com o universo.

Newt Scamander começando sua aventura em Nova Iorque

Newt Scamander começando sua aventura em Nova Iorque

 

Newt Scamander nos serve de guia para apresentar esse novo mundo mágico e humano, seus conflitos e como funcionará a sua busca por respostas que futuramente resultaram na criação de um livro. Desajeitado, dócil e focado nos seus objetivos podemos acompanhar, já no primeiro filme, o claro desenvolvimento do personagem que aos poucos vai criando coragem para tomar as decisões necessárias em momentos críticos da história e assumir o protagonismo que é seu por direito.

Apesar de ser o protagonista da história, Scamander vai conquistando o destaque, de fato, ao longo do filme. Sua postura tímida faz com que, durante boa parte do filme, outros personagens tenham mais destaque. Como é o caso de Tina, interpretada por Katherine Waterston, e principalmente Jacob Kowalski, interpretado por Dan Fogler, que é um dos destaques do filme.

Kowalski, diga-se de passagem, é a melhor parte filme. Apesar de ser o alívio cômico, o personagem de Dan Fogler, consegue dar ritmo ao filme, servir de escudeiro a Scamander, como conexão entre os mundos mágico e trouxa e, por fim, como recurso didático já que o personagem foi utilizado para explicar situações que envolviam o mundo bruxo, afinal ele como um trouxa não está nada habituado ou possui grandes conhecimento sobre magias, feitiços ou poções.

O lado sombrio desse filme é um problema. Com um vilão clichê, previsível e com uma motivação nada convincente o destaque fica para Ezra Miller que consegue ter uma boa e perturbadora atuação, assim como já fez em Precisamos falar sobre Kevin (2011).

Animais Fantásticos e Onde Habitam deixa lacunas abertas para sua continuação, que serão divididas em 4 filme, e serve como um bom filme de apresentação de personagens e universo. Agora é esperar o desdobramento da série.

Nota: 7 Stars (7 / 10)

 

Pôster do filme

Pôster do filme