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Documentário mostra como a obrigação de ser macho é prejudicial

Se você nasce homem, segundo a crença popular, automaticamente precisa ser “macho”. E ser macho não é necessariamente ser uma pessoa honesta, que respeita o próximo, que se esforça para atingir seus objetivos sem prejudicar ninguém, uma pessoa carinhosa com os que tem um convívio mais próximo.

Muito pelo contrário, “ser macho” é crescer escutando frases como: “Isso é coisa de bicha, hein?”, “Tem que trair sim!”, “Homem não chora, para com essa viadagem”. E geralmente essa é a parte leve, depois disso só piora e piora muito.

Meninos, quando estão crescendo, enfrentam problemas para formar sua verdadeira personalidade já que são limitados em diversos tipo de atitudes ou comportamentos que podem vir a ter. Afinal, não é “coisa de homem” expor seus sentimentos, gostar de atividades artísticas em vez de esportes entre outras diversas situações.

Tendo esse assunto como base a diretora Jennifer Siebel Newsom, lançou em 2015 o documentário “The Mask You Live In”, “A Máscara em que Você Vive” em português, retrata como essa ideia de ser um macho dominante pode afetar crianças, jovens e, mais para frente, adultos nos Estados Unidos.

Toda essa privação acaba forçando esses jovens a esconder sentimento, como por exemplo, raiva e tristeza por não julgarem correto expor eles a pessoas próximas. Alguns chegam a pensar em suicídio por não terem grandes dificuldades para se encaixar no padrão ou por não tem com quem desabafar.

Uma forma encontrada por parte desses jovens, para extravasar suas emoções, é a violência. Além do alívio de colocar sentimentos e frustrações, essa é uma forma utilizada por muitos garotos para se firmar como o “machão da turma” e acabar se enquadrando em um estereótipo criado e forçado pela cidade.

“A Máscara em que Você Vive” nos mostra que é possível, enquanto sociedade, deixarmos algumas tradições infelizmente enraizadas para trás.

O documentário legendado está disponível no Netflix.